quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

No twitter, postagens de fé do jornalista japonês decapitado continuam inspirando seguidores


Kenji Goto, cristão desde 1997, utilizava sua página no twitter para expressar sua fé em algumas postagens


 
 
No twitter, postagens de fé do jornalista japonês decapitado continuam inspirando seguidores
O jornalista cristão Kenji Goto, um dos reféns japoneses que recentemente foi decapitado pelo Estado Islâmico do Iraque e da Síria, continua a inspirar multidões com a sua fé em Deus, com os seus últimos ‘tweets’. 
Em postagens anteriores, Goto indicava seu futuro nas mãos do Estado Islâmico despropositadamente. "Fechei os olhos para suportar. É o fim, se eu ficar louco ou gritar. Perto de uma oração. O ódio não é para os humanos. O julgamento pertence a Deus. Foi o que aprendi com meus irmãos e irmãs árabes", ele twittou em 2010.
Seu tweet reflete o apelo do Salvador de Deus na cruz para perdoar aqueles que o mataram. "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem", disse Jesus em Lucas 23:34.
Twitter de Goto é preenchido principalmente com caracteres japoneses, mas havia alguns tweets em 2010 com agradecimentos a Deus pelos mineiros resgatados no Chile, e também expressou seu desejo de "fazer um mundo novo".
Goto se tornou um cristão em 1997 e era um membro da Igreja Denenchofu da Igreja Unida de Cristo no Japão.
Ele foi sequestrado pelo Estado Islâmico em outubro 2014 depois de entrar na Síria através da Turquia. Ele voltou para a Síria na esperança de resgatar seu amigo Haruna Yukawa, que foi sequestrado pelo ISIS em agosto de 2014. Ele foi o primeiro homem japonês decapitado publicamente pelo grupo radical islâmico.
Em uma foto que vazou, foi demonstrado que eles forçaram Goto a manter uma imagem da cabeça decepada de Yukawa em 24 de janeiro. "Já vi lugares horríveis e arrisquei minha vida, mas eu sei que de alguma forma Deus sempre irá me salvar", disse Goto.

Fonte:http://www.cpadnews.com.br/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Como o cristão deve tratar as questões políticas

É grande, profunda e crônica a decepção com os políticos. Uma onda de descrédito com os políticos varre a nação. Somos herdeiros de uma cultura estrativista. Nossos colonizadores vieram para o Brasil com a intenção de tirar proveito. Rui Barbosa alertou para o perigo das ratazanas que mordiam sem piedade o erário público, perdendo a capacidade de se envergonhar com isso. A maioria dos políticos se capitulam a um esquema de corrupção, de vantagens fáceis, de fisiologismo, nepotismo, enriquecimento ilícito, drenando as riquezas da nação, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender às necessidades sociais. As campanhas milionárias já acenam e pavimentam o caminho da corrupção.
O resultado da corrupção, da má administração, do ganância insaciável pelo poder é que somos a oitava economia do mundo, mas temos um povo pobre, com mais de 50 milhões vivendo na pobreza extrema.
Diante desse quatro, muitos evangélicos ficam também desencantados com a política e cometem vários erros, como por exemplo: “Política é pecado”. “Política é coisa do diabo”. “O cristão não deve participar de política”. “O cristão deve ser apolítico”. “Toda pessoa que se envolve com política é corrupta”. “Todo crente que se envolve com política acaba se corrompendo”. “A política é mundana e não serve para os crentes”. “Não adianta fazer coisa alguma; devemos pregar o evangelho e aguardar o retorno do Senhor”.
Outros erros são cometidos: “Irmão sempre vota em irmão”. “Todo crente é um bom político”. “Político evangélico deve lutar apenas pelas causas evangélicas”. “O púlpito transforma-se em palanque político”. “A igreja troca voto por favores”.
I. A LEGITIMIDADE DA POLÍTICA À LUZ DA PALAVRA DE DEUS
1. “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações” – Calvino.
2. Rm 13:1-7 – O poder civil é ministro de Deus para promover o bem e coibir o mal. Toda autoridade constituída procede de Deus e deve agir em nome de Deus. Quando ela se desvia pode e deve ser desobedecida e Deus mesmo a julga por sua exorbitância.
3. Homens de Deus exerceram o papel político em momentos críticos da história e foram divisores de água: José, Moisés, Josué, Gideão, Davi, Salomão, Josafá, Ezequias, Josias, Daniel, Neemias. Esses homens exercem o poder público com lisura, honradez e sabedoria.
4. Aristoteles afirma que o homem é um ser político. O homem pode ser apartidário, mas nunca apolítico. Tentar ser apolítico é cair no escapismo.
5. Politicamente podemos classificar as pessoas em: 1) alienadas; 2) conscientizadas; 3) engajadas.
II. A POLÍTICA NA HISTÓRICA BÍBLICA
1. No Velho Testamento – Do Patriarcado à Monarquia. Do Reino Unido ao Reino Dividido.
2. No Novo Testamento – Os partidos nos dias de Jesus: 1) Fariseus; 2) Saduceus; 3) Herodianos; 4) Zelotes; 5) Essênios. O ensino social de Jesus (parábola do Samaritano). Jesus confronta Herodes. A doutrina social de Paulo e Tiago.
3. A igreja e a política na Idade Antiga – Os imperadores
4. A igreja e a política no tempo dos Reformadores – A ética social de Calvino
5. A questão da Modernidade e da Pós Modernidade como favor de corrupção dos valores.
6. A supremacia dos valores da Reforma em relação aos padrões romanistas – “Do futuro dos povos católicos.”
III. PRINCÍPIOS DE DEUS QUE DEVEM REGER A POLÍTICA
1. O povo de Deus precisa ter critérios claros na escolha de seus representantes– Dt 17:14-20
Pessoas apontadas por Deus e não pessoas estranhas.
Pessoas que não se dobrem diante da sedução do PODER, SEXO, DINHEIRO.
2. O povo de Deus não deve ser omisso, mas lider na questão da política – Dt 28:13.
A atitude de omissão não corresponde aos princípios de Deus nem à expectativa de Deus.
O cristão preparado está em vantagem para governar – Pv 28:5; 26:1
O cristão não pode associar-se com pessoas inescrupulosas – Sl 94:20; Pv 25:26.
3. O povo de Deus precisa votar em represetantes que amem a justiça – Pv 31:8,9.
O povo não está trabalhando em favor do político, mas o político em favor do povo.
O político precisa olhar com especial atenção para os pobres e necessitados, ou seja, precisa ter um política social humana e justa.
IV. O PERFIL DE UM POLÍTICO SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DE DEUS
1. Vocação – John Mackay diz a distribuição de vocações é mais importante do que a distribuição de riquezas. Calvino entendia que o poder civil é uma sacrossanta vocação. Há pessoas dotadas e vocacionadas para o poder público. Uma pessoa não está credenciada para ser um bom candidato apenas por ser evangélica. Exemplo: José do Egito – Sempre foi líder em casa, na casa de Potifar, na prisão, no trono.
2. Preparo intelectual – O lider político precisa ser uma pessoa preparada. Ele precisa ter independência para pensar, decidir e lutar pelas causas justas. Ele não pode comer na mão dos outros. Ele não pode ser um refém nas mãos dos espertos. Exemplo: Moisés – Moisés se preparou 80 anos para servir 40. Ele aprendeu a ser alguém nas Univerdades do Egito. Ele aprendeu a ser ninguém nos Desertos da Vida. Ele aprendeu que Deus é Todo-Poderoso na liderança do povo.
3. Caráter incorruptível – A maioria dos políticos sucumbem diante do suborno, da corrupção e vendem suas consciências. Há muitos políticos que são ratazanas, sanguessuga. Há muitos políticos que são lobos que devoram o pobre. Há muitos políticos que decretam leis injustas. O político precisa ser honesto e irrepreeensível. Exemplo: Daniel – Ele era sábio. Ele era lider. Ele era incorrupto. Ele era piedoso. Ele não era vingativo. Um exemplo oposto é ABSALÃO. Ele era demagogo e capcioso. Ele furtava o coração das pessoas com falsas promessas.
4. Coragem para se envolver com os problemas mais graves que atingem o povo – O político não pode ser uma pessoa covarde e medrosa. Ele precisa ser ousado. Neemias é o grande exemplo: 1) Ele ousou fazer perguntas; 2) Ele se viu como resposta de Deus resolver os problemas do seu povo; 3) Ele agiu com prudência e discernimento; 4) Ele mobilizou o povo para engajar-se no trabalho com grande tato; 5) Ele enfrentou os inimigos com prudência. Exemplo: Winston Churchil.
5. Visão – O político precisa ser um homem/mulher de visão. Ele precisa enxergar por sobre os ombros dos gigantes. Ele vê o que ninguém está vendo. Ele tem a visão do passado, do presente e do futuro. Ele antecipa soluções. Exemplo: José do Egito, Calvino. Veja Pv 11:14. Ester esteve disposta a morrer pela causa do seu povo.
6. Tino Administrativo – Há políticos que são talhados para o executivo e outros para o legislativo. Colocar uma pessoa que não tem capacidade gerencial para governar é um desastre. Exemplo: Neemias – ele revelou capacidade de mobilizar pessoas, resolver problemas, encorajar, e colocar as pessoas certas nos lugares certos para alcançar os melhores resultados.
7. Capacidade de contornar problemas aparentemente insolúveis – O líder é alguém que vislumbra saídas para problemas aparentemente insolúveis. Exemplo: Davi – 1) Ele viu a vitória sobre Golias quando todos só olhavam para derrota; 2) Ele ajuntou 600 homens amargurados de espírito e endividados e fez deles uma tropa de elite; 3) Ele reanima-se no meio do caos e busca força para reverter situações perdidas – 1 Samuel 30:6.
8. Não temer denunciar os erros dos poderosos – Samuel denunciou os pecados de Saul (1 Sm 15:10-19). Natã não se intimidou de denunciar o pecado de Davi. João Batista denunciou Herodes.
CONCLUSÃO
1) Como votar? Devemos escolher um candidato pela sua vocação, preparo, caráter, compromisso com o povo e propostas: Há coisas básicas: saúde, educação, emprego, segurança, moradia, progresso. Se temos pessoas evangélicas com esse perfil, demos a elas prioridade em nosso voto. Mas seria irresponsabilidade votar numa pessoa apenas por ser evangélica se ela não tem essas credenciais.
2) Como fiscalizar? A igreja é a consciência do Estado. Ela exerce voz profética. Ela precisa votar e acompanhar e cobrar dos seus representantes posturas dignas, sobretudo nos assuntos de ordem moral e social: casamentos gays, aborto, etc.
3) Como encorajar? A Bíblia nos ensina a interceder, honrar e obedecer as autoridades constituídas.

Fonte:http://hernandesdiaslopes.com.br