sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Pastor Antonio Gilberto diz que ordenação de mulheres ao ministério pastoral é antibíblico: “Igreja vai prestar conta”
A ordenação de mulheres a cargos eclesiásticos, como o diaconato e pastorado é uma realidade, mas não unanimidade. Diversos ministérios aceitam e elegem mulheres para esses cargos, porém diversos outros se recusam a fazê-lo.
Nas Assembleias de Deus, uma das mais tradicionais denominações, algumas convenções tem aceitado a ordenação de mulheres ao ministério, outras não, e por isso o assunto tem rendido bons debates entre líderes.
O consultor doutrinário da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), pastor Antonio Gilberto, afirmou ser contra a ordenação de mulheres ao diaconato ou pastorado, por ser anti-bíblico: “Muitas vezes elas fazem o trabalho melhor do que os homens. Mas ordenar para o Santo Ministério, não tem base nas Escrituras. E como é que isso está acontecendo?”, questiona.
Para Gilberto, as pessoas que lideram as denominações terão que prestar conta a respeito do assunto: “É a igreja a culpada e a igreja vai prestar conta disso. A igreja que eu digo não é a igreja o prédio, os responsáveis vão prestar conta disso. Jesus nunca ordenou mulheres”, enfatizou.
Como o debate gira em torno da legitimidade bíblica ao redor das nomeações, o pastor enfatizou que não é somente as ordenação de mulheres que será cobrada da liderança das igrejas. Segundo ele, muitas outras coisas que não estão na Bíblia, mas que são impostas pelas igrejas, serão pesadas por Deus.
-É anti-bíblico. E o que fazer? Quem estiver fazendo vai prestar conta a Deus. Mas infelizmente não é só ordenação de mulheres, é muita coisa que a igreja decide por ela. Eu podia fazer menção aqui, não vou, não há necessidade. Para ninguém pensar que é só esse fato: São várias coisas que a igreja faz sem ter… Por exemplo, há igrejas que só separam (consagram) obreiros para o diaconato se forem casados, não estou criticando a igreja local, há igreja que só separa (consagra) casados, porque o escândalo está sendo grande de obreiros solteiros […] Onde está isso na Bíblia? Lugar nenhum. É a igreja que decide! – observou.
Apesar de não encontrar base bíblica para a questão, o pastor apazigua os ânimos afirmando que não vale a pena estimular o embate: “Não tem base na Escritura, nem no Antigo, nem no Novo Testamento. Deus quer a mulher no ministério, quanto mais, melhor, para muita tarefa. Mas ordenação para cuidar do rebanho Deus reservou para o homem. De modo que esse negócio está dando problema. E os que estão na Assembleia de Deus? Vão prestar conta a Deus! Vamos brigar com eles? Deixa pra lá, vão prestar conta a Deus! Esse é que é o problema, a Bíblia diz cada um de nós. Eu vou dar conta e os irmãos vão dar conta também. Se o Tribunal de Cristo fosse coletivo…, mas a Bíblia diz cada um. Então nós temos que pensar nisso”.
Fonte:http://noticias.gospelmais.com.br/pastor-antonio-gilberto-mulheres-ministerio-pastoral-antibiblico-45779.html
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Professor de história dá um alerta aos cristãos, durante encontro global de líderes na Albânia Segundo ele, todos devem se conscientizar que o século XXI é um novo tempo de perseguição, que se intensifica a cada dia para os cristãos
Professor de história dá um alerta aos cristãos, durante encontro global de líderes na Albânia
A Conferência Global para Cristãos, realizada pelo presidente da Albânia, Bujar Nishani, abordou diversos assuntos de interesse comum a todas as denominações representadas. A primeira palestra foi dada por um professor de história contemporânea da Universidade de Roma, Dr. Andrea Riccardi. Em seu discurso, ele destacou: "Se não levássemos a sério a Bíblia, como iríamos viver?". Ele contou que um grupo de jovens de classe média, se mudou para uma área decadente de Roma, a fim de viver entre os pobres. A experiência se espalhou para outros 70 países, e agora faz parte de um programa de líderes mundiais que combatem o vírus do HIV.
O professor lembrou o público sobre um de seus amigos, Christian de Chergé, de um mosteiro na Argélia, cuja maioria dos monges foram sequestrados, e depois decapitados por um grupo islâmico armado, em março de 1996. A história deles foi registrada no filme ‘Of Gods and Men’, além de outras lembranças tristes de vários cristãos, que morreram sendo inocentes. "Pessoas generosas estão morrendo ao redor do mundo, e temos que negociar com o Estado Islâmico por suas vidas. Mas o que eles fizeram? Como é que ninguém faz nada? Como os líderes políticos podem compartilhar a mesma mesa com eles?", questionou.
Os argumentos de Riccardi não chocaram apenas os políticos, mas os próprios cristãos: "Muitas vezes, as igrejas cristãs se recusam a lutar pelo resgate de alguns irmãos humilhados, simplesmente porque são de outras denominações ou de nacionalidade diferente. Como isso pode acontecer em nosso meio?".
Para ele, "a questão da perseguição deve ser cuidadosamente estudada, pois cada história é diferente. Eu achava que sabia pelo menos um pouco da história do cristianismo contemporâneo, mas ela é muito mais complexa do que eu pensava. A história do cristianismo, tanto do passado quanto do presente, é a história do martírio. Há pessoas morrendo neste milênio. Devemos nos conscientizar que o século XXI é um novo tempo de perseguição e que ela está se intensificando a cada dia", finaliza.
Fonte: Portas Abertas Internacional | 23/11/2015
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