sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Eduardo Cunha, novo presidente da Câmara, defende princípios cristãos no planalto

                   O novo presidente da Câmara dos Deputados, eleito neste domingo (1) com 267 votos, é um dos representantes mais ativos e influentes da bancada evangélica. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é membro da Igreja Sara Nossa Terra, sob o comando do bispo Robson Rodovalho e líder de seu partido, PMDB.
A candidatura do deputado foi marcada por um embate contra a presidência, que defendia o petista Arlindo Chinaglia, que obteve 136 votos na Casa. A vitória de Cunha também cancela um acordo entre PT e PMDB, que faziam revezamento das siglas no comando da Casa. Esta é a primeira vez, desde o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, que o PMDB tem dois mandatos seguidos no cargo – que é um dos postos mais estratégicos para o governo federal, por definir os projetos que irão ao plenário e ditar o ritmo de votações.
Comissão de Direitos Humanos
Cunha é um dos deputados mais polêmicos no Congresso. Visto como um opositor ao governo de Dilma, foi um dos principais defensores da eleição do pastor Marco Feliciano à Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Dentro da comissão, Cunha cedeu ao PSC as quatro vagas do PMDB.
Ainda que muitos defensores dos direitos humanos lamentem a vitória de Cunha, o Presidente da Câmara disse à Folha de S. Paulo que está aberto para a discussão de pautas, que devem ser assinadas pela maioria dos líderes e deputados. “Uma coisa é princípio. Princípio é óbvio que sou contra, tenho minha posição, mas aqui eu tenho que cumprir a pauta”.
PL 122: criminalizando a homofobia
Desde 2006, quando foi criado o Projeto de Lei (PL) 122 – que defende os direitos dos homossexuais em detrimento da liberdade de expressão de correntes religiosas –, Eduardo Cunha tem se posicionado como um de seus principais opositores.
“Há itens deste projeto que colocam pastores e padres impedidos de fazerem em suas igrejas as suas pregações. Esse PL é contra liberdade de expressão. Estamos num momento crucial em que fica parecendo que ser homossexual é revolucionário e ser heterossexual é reacionário. Temos de tomar cuidado com isso”, analisou Cunha.
O deputado alertou que o “kit gay” é uma propaganda do homossexualismo feito com dinheiro público. “Não podemos permitir que estes movimentos sejam os educadores de nossas crianças e jovens. Os educadores têm de ser os professores. Tem de ser o governo. Nunca poderá ser uma entidade que defende o interesse de um segmento social e que tenta incrustar através de lobby o seu interesse sob forma de uma suposta proposta de educação.”
Em defesa da família
Para Eduardo Cunha, o Brasil vive sob ataque de gays, ‘maconheiros’ e ‘abortistas’. “E não só os evangélicos. Todos que defendem a família devem se manifestar. Todos que são contra as drogas e contra o aborto também”, acrescentou o novo presidente da Câmara.
Defensor de princípios cristãos no casamento, Cunha fez uma nota de repúdio à cena de beijo gay veiculada pela TV Globo, entre os personagens Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) no último capítulo da novela Amor à Vida. “Boa tarde a todos. Não poderia deixar de expressar a minha repulsa pela cena da TV de beijo gay. Daqui a pouco vão colocar cenas de sexo gay”, criticou Eduardo Cunha em seu perfil no Twitter.
Eduardo Cunha também foi um dos principais articuladores do chamado “blocão”, grupo formado por parlamentares da base descontentes com o governo que discute temas polêmicos, como o caso de corrupção da Petrobrás.
Dentre as bandeiras defendidas pelo deputado em sua campanha para a presidência estão: imediata apreciação das reformas política e tributária, compromisso com a independência do Legislativo e subsídios para os deputados equivalentes aos recebidos pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/26491/eduardo-cunha-novo-presidente-da-camara-defende-principios-cristaos-no-planalto.htm

segunda-feira, 3 de março de 2014

Barbosa critica absolvições de petistas e diz que nação tem de estar ‘alerta’



Segundo presidente do Supremo, STF tem 'maioria de circunstância'. Por maioria, tribunal absolveu Dirceu e mais sete do crime de quadrilha
Segundo presidente do Supremo, STF tem ‘maioria de circunstância’. Por maioria, tribunal absolveu Dirceu e mais sete do crime de quadrilha
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou nesta quinta-feira (27) a posição da maioria do tribunal de reverter a decisão tomada pela Corte no julgamento principal, em 2012, e absolver do crime de formação de quadrilha oito condenados no processo do mensalão do PT.
A absolvição no delito não altera outras condenações, pelas quais os acusados já começaram a cumprir penas. O resultado do julgamento dos recursos reverteu as condenações por quadrilha devido aos votos de dois ministros que não participaram do julgamento em 2012, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. Ambos criticaram as penas estabelecidas pelo Supremo e, por isso, votaram por absolvições.
Para Barbosa, que foi relator do caso do mensalão no julgamento principal, foi formada uma “maioria de circunstância” para inocentar os acusados, e a nação precisa ficar “alerta”.
“Temos uma maioria formada sob medida para lançar por terra o trabalho primoroso desta Corte no segundo semestre de 2012. Isso que acabamos de assistir. Inventou-se um recurso regimental totalmente à margem da lei com o objetivo específico de anular a reduzir a nada um trabalho que fora feito. Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora”, afirmou Barbosa ao votar.
O presidente do Supremo afirmou ainda que argumentos usados pelos colegas foram “espantosos”.
“Ouvi com bastante atenção argumentos tão espantosos quanto aqueles que se basearam apenas em cálculos aritméticos e em estatísticas totalmente divorciadas da prova dos autos, da gravidade dos crimes praticados e documentados.”
O presidente do Supremo afirmou que a decisão de absolver os acusados é “triste” porque foi tomada com “argumentos pífios”.
“Essa é uma tarde triste para este Supremo Tribunal Federal. Com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico uma decisão plenária sólida, extremamente bem fundamentada que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012”, disse.
Barbosa citou o papel de cada um dos oito acusados, entre ex-integrantes da cúpula do PT, ex-dirigentes do Banco Rural e o grupo de Marcos Valério.
“Como sustentar que isso não configura quadrilha? Crimes de corrupção ativa, passiva peculato, contra o sistema financeiro nacional, tudo provado, tudo documentado. [...] Ouvi até mesmo a seguinte alegação: eu não acredito que esses réus tenham se reunido para a prática de crimes. Há dúvidas de que eles se reuniram? De que eles se associaram e de que essa associação perdurou por pelo menos três anos? Ninguém ousou dizer que não existiu”, rebateu Barbosa.
Para o ministro, o novo entendimento da corte sobre crime de quadrilha vai resultar apenas na punição de criminosos pobres, que normalmente cometem crimes de roubo e assassinato.
“Agora inventou-se um novo conceito para formação de quadrilha. Agora, só integram quadrilha segmentos sociais dotados de características socioantropológicas, aqueles que normalmente cometem crimes de sangue. Criou-se um determinismo social”, destaco
Fonte: G1
http://www.verdadegospel.com/barbosa-critica-absolvicoes-dos-mensaleiros-e-diz-que-nacao-tem-de-estar-alerta/